segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Segurança - Como o Blockchain pode proteger as transações virtuais?

Previsão da economia para os bancos com infraestrutura é de 12 bilhões de dólares
Reprodução
Para muitas pessoas, o modus operandi do Blockchain ainda é uma incógnita. De forma simplificada, podemos resumir que se trata de um registro de transações de dados, criando um histórico resgatável e imutável, que acompanha as informações de maneira criptografada.
Num futuro próximo, o Blockchain será uma ferramenta tão importante para a segurança dos dados que, segundo relatório recente da Accenture, fará com que os bancos economizem de 8 a 12 bilhões de dólares em gastos com infraestrutura. Reforçando isso, em declaração recente, Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central do Brasil, admitiu a importância da tecnologia Blockchain para o futuro dos bancos centrais mundiais.
Apesar de ser objeto de pesquisa há algum tempo, o Blockchain ganhou visibilidade quando se adaptou perfeitamente ao bitcoin. No primeiro trimestre de 2017, o Fórum Econômico Mundial estimou que o valor total de bitcoins em Blockchain é de aproximadamente US$ 20 bilhões, 0,025% do PIB mundial. A previsão da entidade é que as bitcoins e outras moedas digitais armazenadas em Blockchain somarão 10% do total mundial.
Grandes organizações entenderam a oportunidade por trás do Blockchain e já começaram a utilizar a tecnologia. Esse mês, três empresas tradicionais e bem estabelecidas anunciaram seu uso. A Mastercard permitirá que bancos e comerciantes parceiros façam transações facilmente por meio de sua própria Blockchain. A IBM quer reduzir o tempo de compensação financeira para poucos instantes utilizando a tecnologia para gerenciar documentações e registrar termos contratuais, o que possibilitará que uma transação seja praticamente imediata. E o JPMorgan Chase & Co  lançou uma mova rede de processamento de pagamentos que também utiliza Blockchain.
O fato é que as empresas estão passando a viabilizar seu uso, superando problemas como compliance, segurança e, principalmente, a necessidade de parcerias para assegurar as operações, fazendo que com o Blockchain deixe de ser só uma tendência e se torne uma realidade no cotidiano das pessoas.
Num futuro muito próximo, quando pensarmos nessa tecnologia, ela estará muito além das moedas digitais e permeará o dia a dia da sociedade. O Blockchain 2.0, segunda geração da tecnologia, irá levar todas estas funcionalidades para outros nichos, revolucionando a logística, saúde, indústria musical e audiovisual e trazendo uma espécie de “pegada digital” para todos os processos virtuais em diversas áreas.

fonte: https://olhardigital.com.br/pro/colunistas/camillo_di_jorge/2017/11/

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