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Claude Code explicado para pessoas normais

O que eu queria ter lido antes de abrir o terminal pela primeira vez


Toda semana a Anthropic anuncia algum produto novo. E pra cada novidade, você precisa aprender um termo novo para conseguir usar o máximo daquela funcionalidade.

O problema é que a maioria dos conteúdos sobre Claude Code foi feito para desenvolvedores - pessoas cujo habitat natural é uma tela preta (aka: terminal) - e não para pessoas ‘normais’, como provavelmente é o seu caso.

Por isso eu juntei tudo o que aprendi depois de gastar milhares de reais no Claude Code, para te explicar os 20 conceitos mais importantes, dos mais básicos aos mais avançados, que você precisa conhecer para usar o Claude Code como um profissional (mesmo que você não seja um).

Deborah Folloni | Youtube

epic.new

Do zero: o que você precisa saber antes de abrir o Claude Code

1. Terminal

O terminal é basicamente uma outra forma de interagir com o seu computador. Ao invés de clicar em pastinhas e ícones, você dá comandos de texto. Os primeiros computadores da história só funcionavam assim, na base do terminal. Foi a Apple que criou a ideia de UI/ interface do usuário, e as interfaces dos sistemas operacionais ‘user friendly', como conhecemos hoje. Mas o terminal nunca foi embora, ele só ficou invisível pra maioria das pessoas.

6 simple ways to open Terminal on Mac

2. Claude Code

Um chatbot tradicional você pergunta, ele responde. Se você pedir pra ele criar uma pasta no seu computador, ele vai te dizer o que fazer — mas não vai fazer por você.

O Claude Code é diferente. Ele é um agente: ele não só responde, ele age. Ele roda dentro do seu terminal. Assim como um chatbot, ele também retorna texto, só que esses textos são, na verdade, comandos no seu terminal, para operar o seu computador e interagir com coisas dentro e fora dele.

Enabling Claude Code to work more autonomously \ Anthropic
Anthropic | Terminal

3. Prompts

O prompt é o comando que você envia pra ele. Não tem segredo aqui — é importante só porque a gente tá construindo vocabulário.

4. Tools (Ferramentas)

Toda vez que você manda um prompt, o Claude Code decide qual ferramenta vai usar pra executar o que você pediu. Ele tem ferramentas pra ler arquivos, criar arquivos, editar arquivos, rodar comandos no terminal, buscar conteúdo na web. É como se ele tivesse uma caixa de ferramentas e soubesse qual pegar em cada situação.

5. Context Window (Janela de Contexto)

É a memória de curto prazo do modelo. Quanto maior a janela, mais coisas ele consegue se lembrar da sua conversa. Isso importa muito quando você tá trabalhando num projeto de código — porque quanto mais contexto, melhor a performance.

6. Tokens

A unidade de medida oficial de todos os modelos de IA. Em média, 1 token = 4 caracteres. Quando um modelo diz que tem janela de contexto de 1 milhão de tokens, significa que ele consegue “lembrar” de aproximadamente 4 milhões de caracteres. Tokens também são o que determina quanto você paga — o custo é calculado por milhão de tokens processados.

7. Modelos

O Claude Code dá acesso a diferentes modelos: Opus, Sonnet e Haiku. Cada um tem um equilíbrio diferente entre inteligência, velocidade e custo. O Opus pensa mais antes de agir — é mais preciso, mas mais lento. O Sonnet age mais rápido com um pouco menos de profundidade. O Haiku é o mais leve e barato. Você escolhe de acordo com a complexidade da tarefa.

8. Permissions (Permissões)

São os limites que você coloca no que o Claude Code pode fazer sem te pedir autorização. Com shift + tab você alterna entre modos: no modo mais restrito ele te pede permissão pra cada ação; no modo mais aberto ele sai fazendo tudo automaticamente. Dependendo do que você tá construindo, vale a pena controlar isso.

Deborah Folloni | Youtube


Nível intermediário: como usar melhor o que você já tem

9. Clear

Comando que limpa completamente a janela de contexto e começa uma sessão do zero. A melhor prática: terminou uma tarefa, dá /clear antes de pedir outra. Assim você não contamina o contexto com informações que não têm nada a ver com o próximo pedido.

10. Compact

Diferente do Clear, o Compact não apaga tudo — ele resume sua conversa anterior em poucos tokens e começa uma nova sessão com esse resumo. Muito útil quando o contexto tá ficando cheio mas você não quer perder o histórico da sua conversa.

11. CLAUDE.md

Um arquivo de texto que o Claude Code lê automaticamente no início de cada nova sessão. É onde você coloca as preferências do seu projeto: qual stack você usa, o que você quer que ele faça, o que você não quer. Uma vez configurado, você não precisa mais repetir essas instruções toda vez. ⚡️

Dica importante: mantenha esse arquivo o mais enxuto possível. Como ele é carregado sempre, um CLAUDE.md grande vai ocupar espaço precioso na janela de contexto e degradar a performance do seu modelo.

12. Effort (Esforço)

Controla o quanto de tokens o modelo vai “gastar” pensando antes de agir. Você pode setar como /effort [low, mediumhigh ou max] Tarefa simples? Manda low. Tarefa complexa? high ou max. Se você não quiser ficar setando isso, deixa no auto que ele mesmo decide.

13. Ultrathink

Quando você digita a palavra ultrathink no meio do seu prompt, você tá dizendo pra ele: usa o esforço máximo de raciocínio aqui. Fica até coloridinho na interface. Usa quando você tem um problema espinhoso que precisa de muita reflexão antes da execução.

14. /Commands (Slash Commands)

Permite que você crie templates de prompts que você usa com frequência. Ao invés de escrever o mesmo prompt longo toda vez, você salva ele como um comando e acessa com /nomeDoComando. Você pode até incluir variáveis (chamadas de argumentos) pra customizar o prompt fixo com informações específicas de cada uso.


Nível avançado: onde as coisas ficam interessantes

15. Skills

Skills são playbooks — conjuntos de instruções guardados no seu projeto que são carregados sob demanda, não no início de toda sessão como o CLAUDE.md. Isso é poderoso porque você consegue ter instruções detalhadas pra situações específicas (design de frontend, banco de dados, escrita de copy) sem poluir o contexto toda vez, porque você só carrega essas instruções SE e QUANDO você precisar. 💜

16. Hooks

São automações que rodam automaticamente quando o Claude Code faz alguma coisa. Se você já usou Zapier ou n8n, a lógica é parecida: “toda vez que acontece X, faz Y”. Você pode criar hooks que disparam antes de usar uma ferramenta, depois de um erro, quando uma sessão começa e muito mais. Para acessar: /hook no terminal.

17. MCPs

MCP (Model Context Protocol) é um padrão universal que permite que agentes de IA interajam com ferramentas externas. As tools que eu expliquei antes são internas — criam arquivos, leem pastas, rodam comandos. Com MCPs, você coloca o agente pra interagir com o mundo exterior: Figma, Gmail, Google Calendar, Canva, GitHub. Instala o MCP, autentica, e aí você pode pedir pro Claude Code criar um evento no seu calendário do google ou ler um design do Figma, por exemplo. 🚀

18. Subagents

Imagina que o seu Claude Code é o agente pai. Você pode criar agentes filhos — cada um especializado em uma tarefa específica — que o pai chama quando precisa. A vantagem é isolar a janela de contexto: o agente de pesquisa faz a pesquisa num contexto separado e retorna só o resultado (resumido) pro pai. O pai passa esse resultado resumido pro agente de módulos, que faz a implementação. Cada um no seu quadrado, sem contaminar o contexto um do outro.

19. Agent Teams

Parecido com Subagents, com uma diferença: aqui os agentes podem conversar entre si diretamente, sem precisar passar pelo agente pai. O de pesquisa passa o resultado direto pro de implementação. Isso permite rodar tarefas em paralelo — e não só em sequência — o que traz muito mais velocidade pra projetos complexos.

20. Worktrees

Permite que o Claude Code trabalhe em múltiplas versões do seu projeto ao mesmo tempo, de forma isolada. Útil pra rodar implementações em paralelo sem que uma quebra a outra. É uma funcionalidade avançada — não recomendo usar sem ter um mínimo de familiaridade com Git. Mas quando você tiver essa base, abre muita produtividade.


Por onde começar?

epic.new/education

Se você chegou até aqui, você já sabe mais sobre Claude Code do que 90% das pessoas que estão usando agora.

O próximo passo é colocar isso em prática — e ver esses conceitos funcionando em um projeto real.

É exatamente isso que eu ensino no Epic: uma trilha completa onde eu mostro como uso o Claude Code na prática, com todos esses conceitos aplicados do início ao fim de um projeto.

Eu também preparei um glossário em PDF com todos os termos desse vídeo — é gratuito pra quem criar uma conta no Epic.

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Fiz um vídeo explicando todos esses conceitos no meu Youtube em mais detalhes. Se você preferir ver tudo isso na prática, como demonstrações no meu terminal, aqui está o link👇🏽


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